Alquimia Lisérgica - Transformando uma Molécula em um Sacramento


O LSD rompeu o domínio sombrio da burguesia constipada como o arauto angelical de um novo milênio psicodélico. Nunca mais fomos os mesmos desde então, nem nunca seremos, pois o LSD demonstrou que as mansões do céu e os jardins do paraíso estão dentro de cada um e de todos nós.”

Terence McKenna


 De "Droga" a um Sacramento Espiritual

O que diferencia um mero farmacêutico de um verdadeiro produtor de LSD?

Pureza, rigor, atenção aos detalhes, comprometimento em todos os aspectos, ambos têm o mesmo conjunto de habilidades.

Mas onde ele deixa de ser uma droga e se torna um Sacramento?

Como uma molécula se torna um agente espiritual que age através da matéria?

Esse feito é alcançado por vários fatores, mas intenção, pensamento e boas energias são certamente os principais.

A Alquimia 

Em meio às diversas lendas e mitos que circundam a história da Alquimia, um de seus principais objetivos se destaca acima de todos.

 Muito embora muitos acreditem que o principal objetivo dos alquimistas de séculos passados fosse transformar metais simples em ouro, na verdade o objetivo da transmutação tem por fim a alma e o interior do próprio ser.

 No cerne da crença alquímica estava a ideia de transformar o impuro em puro; o ordinário em extraordinário.

 Os alquimistas viam relação de ordem e harmonia no universo, e apartir do estudo e da experimentação, poderiam então alcançar qualquer objetivo.

 Isso acontecia através da utilização de metais preciosos; de materias como enxofre; através de processos como destilação e coagulação; etc. Todos esses processos serviam em grande parte para atingir um objetivo em comum, criar a Pedra Filosofal; um dispositivo capaz de curar qualquer doença, aliviar qualquer dor, iluminar qualquer mente, um artefato universal capaz de auxiliar em qualquer feito.

 No entanto ninguém foi capaz de tornar real este plano, e a Pedra Fiolosfal virou lenda.


A Pedra Filosofal Lisérgica

 Albert Hofmann quando fala sobre a descoberta do LSD, relata ter tido uma estranha intuição a respeito da molécula. A primeira vez que o ácido foi sintetizado foi em 1938, foram feitos alguns testes em animais, mas não foi notado nada que fosse de valor para fins farmacêuticos. Os efeitos psicoativos só foram descobertos em 16 de novembro de 1943 quando Albert sentiu uma estranha intuição e decidiu produzir novamente o LSD; acidentalmente ele teve contato com a molécula que foi absorvida de modo não muito claro. Então houve a primeira experiência de LSD da história.

 Alex Grey quando fala sobre sua pintura “St. Hofmann”, que retrata iconograficamente a descoberta e a repercussão cultural do LSD, diz que o psicodélico foi uma resposta enviada por forças superiores à humanidade como auxílio para iluminação da consciência e paz comum; uma espécie de remédio para novos sofrimentos, como a desesperança diante de guerras tão destrutivas, a sensação de incapacidade diante das forças políticas e econômicas nem sempre tão favoráveis ao bem estar geral; um remédio para re-empoderar o indivíduo de seu papel como criador e manifestador da realidade.

 Nota-se que a primeira síntese foi em 1938, um ano antes do início da Segunda Guerra Mundial. No entanto foi só em 1943 no ápice da disputa que finalmente é descoberto o potencial visionária da molécula.

 Nesse raciocínio a descoberta do LSD através da intuição de Hofmann seria uma espécie de canalização que tinha por objetivo trazer à Terra um auxílio à consciência e despertar a espiritualidade humana. Canalização é um termo que abrange diversos fenômenos de origem espiritual; se trata de uma espécie de aptidão mediúnica que agiu através da intuição de Albert, que recebeu indicações súbitas e um pressentimento a respeito da molécula. Isso então não só indicaria uma possível origem espiritual do LSD, como também nos revela uma face transcendental e predestinada deste. 

 Desse modo, finalmente a tão almejada Pedra Filosofal buscada por séculos por alquimistas, ocultistias e místicos dos mais variados tipos, criada a partir de processos químicos e materiais, mas com fim espiritual, teria enfim sido descoberta.


Os Alquimistas Lisérgicos


"Um químico que não é um místico não é um químico."

 - Albert Hofmann

 Após o fim da produção do LSD pela famracêutica Sandoz na metáde da década de 1960, muitos dos que se enctaram e se apaixonaram pela experiência lisérgica ficaram sem acesso ao sacramento. No entanto, isso não haveria de impedir o consumo e vivência de algo tão importante. 

 Mesmo que clandestinamente e de forma secreta, diversas pessoas que foram tocadas pela experiência sentiam que deveriam continuar a propagação e distribuição do LSD, mesmo que isso representasse risco de prisão aos envolvidos.

 Em especial alguns produtores de LSD, o fazem com um cuidado, carinho e intenção muito especial; algo que acaba sendo levado para o próprio produto. Embora químicamente a molécula do LSD seja sempre a mesma, é algo claro a qualquer um que as toma que existem diversos outros fatores que exercem uma enorma diferença na experiência.


Orange Sunshine - Nick Sand e Tim Scully


 Nick Sand e Tim Scully foram os produtores de um dos maiores LSDs da história, o Orange Sunshine. O produto deles não só tinha uma das maiores produções e distribuições da história, como também um dos maiores níveis de pureza deste. 

 Sand e Scully após tomarem LSD pela primeira vez sentiram que se todas as pessoas do mundo pudessem viver e ter uma experiência similar a que tiveram, onde sentiram integração com o todo, união e sentido de toda a existência, então o mundo poderia se tornar melhor através disto.

 Esse foi principal motivo pra que começassem a produção em larga escala de seu LSD; sem objetivos de lucros nem ganhos materiais, apenas a missão de levar iluminação a todos através da experiência lisérgica.


The Doc - Tribe Seuss

 Em um post feito para responder às curiosidades da comunidade, um dos representantes da Tribe Seuss, que é sem dúvida uma referência na produção de LSD, comentou sobre o que é popularmente conhecido como a diferença entre os cristais; uma observação empírica que ressalta o aspecto mental e energético relacionado à produção e consumo do LSD.

"Na minha experiência pessoal, assim como no trabalho com o Connoisseurs Club no TMG, fiquei mais do que convencido de que cristais diferentes produzem efeitos marcadamente diferentes. Podemos ver isso nos relatos de viagem aqui no Dread também.

Eu costumava estar no campo "LSD é LSD" para começar, mas com o tempo mudei para o outro lado do debate. Simplesmente não posso negar a experiência pessoal e os testes duplo-cegos com psiconautas experientes.

Claro, é muito subjetivo, o que torna uma questão muito difícil de avaliar, mas acho que há correlação suficiente nos feedbacks e relatos para ser convincente neste ponto."

Algo que vai contra o que se tornou um infeliz ditado popular na comunidade psicodélica, "LSD é LSD"; uma declaração com a qual a razão materialista e a lógica concordam, mas em uma experiência que é invariavelmente mística como a do LSD, muitos outros fatores entram em jogo além de métricas e razão simplistas.


Casey Hardison

 Casey Hardison é sem dúvidas um dos maiores nomes entre os produtores de LSD que marcaram a história; Casey não só fazia seu material com muita dedicação e qualidade, como também tinha a produção do sacramento como uma missão em bem da humanidade. 

 Em um texto sobre suas motivações pra produção e distribuição de psicodélicos ele diz: 

"Então, por que eu fiz isso? Não há uma resposta pronta. A mais simples: meu amor por aprender. A velada: pelo meu ego, pela atenção, para me sentir especial, para ser amado, etc. A irreverente: porque eu podia. Em retrospecto: desobediência civil, liberdade acadêmica e religiosa no estudo da mente e uma expressão de direitos iguais. A mais precisa: meu desejo de compartilhar a enteogênese com os outros, de despertar a humanidade do mundo de sonho penumbral da ilusão materialista, de ajudar a acabar com a injustiça flagrante e o estupro da dignidade humana que ocorrem no contexto de uma "Guerra contra (algumas) Drogas", de tomar o palco mundial e ajudar a criar um fórum para a administração cooperativa e consciente da Mãe Terra e de todas as suas relações."


Leonard Pickard


 Conhecido como "Rei do Ácido", Leonard Pickard é considerado o maior produtor de LSD da história, com afirmações pelas forças policiais americanas de produzir no total mais de 40kg de LSD.

 A abordagem mística e rutialística pra produção do sacramento lisérgico por Pickard é algo notavelmente especial; em seu livro de ficção/biografia com linguagem vitoriana "Rose of Paracelsus" ele conta, em forma de diálogo, um pouco sobre um acontecido peculiar nesse cenário:


"O evento ocorreu antes de adotarmos trajes lunares totalmente protetores com escudos faciais e bombas de ar. Eu tinha me levantado da oração — então fiquei em pé ao lado de um reator de vidro personalizado que continha dez milhões de doses recém-ativadas. O elixir girava sob argônio, sob iluminação vermelha profunda. A música era Von Bingen, gregoriana, alguns cantos amazônicos...”

O vento estridente do mistral subia e descia. Ele olhou para as nuvens que se arrastavam, como se estivesse relembrando alguma magia indizível.

“Subindo vários degraus em uma escada e usando uma gama complexa de artigos de vidro finos, comecei um método de purificação, decantando os dez milhões de doses de um frasco de 12 litros em um grande funil de separação em forma de pêra. Ele estava preso a um suporte de aço inoxidável, no alto de uma parede de três metros de vidro delicado e especializado — uma planta piloto, pode-se dizer.”

“O que aconteceu?”

“Minha mão enluvada, molhada com solvente, escorregou.”

“E então?”

“O frasco se quebrou. Dez milhões de doses da substância psicoativa mais potente conhecida — dissolvida em um solvente que penetra rapidamente na pele — me encharcaram da cabeça aos pés.”

“Oh, meu Deus.”

“Eu pensei que estava morto. Nenhum humano sobreviveria a tal exposição a qualquer droga. Caí da escada de costas, em uma grande poça de solvente e LSD. Gritando de medo, cambaleei até o chuveiro, tremendo tanto que mal conseguia me despir, aguardando as inevitáveis ​​convulsões, inconsciência e morte.”

“E então?”

“Eu estava chorando, gritando orações para ser protegido, para viver, para ser poupado, então eu estava de joelhos nu e lamentando diante da brancura ofuscante. Eu rezei no vazio atemporal, pois era o momento do nascimento e da morte.”

Ele parou quando o mistral em suas agonias perturbou a interface entre este mundo e o próximo. A gruta estava escura, exceto pela luz cataclísmica e mutável.

“Por favor, continue, se puder.”

“O lote era irrecuperável, é claro, embora ninguém se importasse. Eu não podia chamar uma ambulância, pois a cena parecia o deserto sagrado da tecnologia de algum outro planeta. Eu esperava a próxima vida, lamentando por meu ente querido. Por um momento, demônios gritaram e hostes estelares cantaram sobre paz eterna.”

“Continue.”

“De alguma forma, fiquei de pé, rezando, ‘Por favor, Deus...’ Eu me pendurei no chuveiro com a água sobre meu rosto, levado pelo rio da vida para o oceano eterno, o assobio das ondas em praias de mundos sem fim.”

“E?”

“E tremendo, tomei banho cuidadosamente, me limpando ritualmente, então consegui me vestir com uma velha camisa azul de trabalho e jeans. De alguma forma, me movi pelos cômodos — que estavam ondulando descontroladamente nas correntes da mente — e refresquei as velas votivas, acendi incenso e agradeci a Deus pela minha vida que estava passando.”

“Sim?”

“Eu rastejei até uma varanda, nesta noite de verão. Eu estava no norte da Itália. A vila tinha vista para o oceano, como preferimos para os locais. Contra a parede, resignado ao destino, sentei-me com as pernas cruzadas, as mãos em oração, olhando de vez em quando para o espetáculo diante de mim.”

“O que você viu ou experimentou?”

“Eu vi a criação constante do mundo mais perfeito imaginável pela mente de Deus, o ar luminoso de gases deliciosos como o perfume de amantes e deusas, as terras ricas feitas de pedras preciosas, o solo fecundo do ser. Eu vi a união de todas as dualidades, as almas cristalizadas do céu, as galáxias da consciência e toda a vida como mítica e sublime.”

“Quanto tempo isso durou?”

“Oh, nunca foi embora. Mesmo agora eu posso ver — se eu quiser.”

“Você quer dizer que os efeitos foram permanentes?”

“Não. Quero dizer que o maior presente é a mente natural, aquela que não pode ser criada ou destruída por nenhuma droga. Aquilo que sempre temos.”

“Como você pode ter visto o que descreveu, se não fosse pela overdose?”

“Eu vi o mundo como ele realmente é. Deus — ou a consciência suprema — não seria tão cruel a ponto de tornar tal glória dependente de uma substância. Em outras palavras, nada aconteceu naquela noite.”


Alex Grey

Alex Grey, no livro “The Mission of Art” faz um dos mais belos relatos experiência lisérgica. Ele relata ter consumido junto a sua companheira, Alysson Grey, uma alta dosagem de LSD e se deitarem.

“Eventualmente emergiu um estado elevado de consciência no qual eu não estava mais consciente da realidade física nem do meu corpo como sentido normalmente. Eu senti e vi minha interconectividade com todos os seres numa vasta e brilhante Tecedura da Mente Universal. Todos os seres e coisas do universo eram uma fonte curvada que emanavam energia de amor, uma unidade celular ou joia que ligava a todos em todas as direções sem fim. Toda dualidade de si e do outro foram superadas nessa dimensão infinita de luz espiritual. Eu senti que já estive lá antes, ou que talvez de alguma forma sempre estive lá. Esse era o estado para além da morte e do nascimento, além do tempo, nossa verdadeira natureza, que parecia mais real que qualquer outra realidade física, e mais real até que meu próprio corpo. A matriz de luz clara surgiu do campo do puro vazio.

Tão convincente quanto era, quando a luz recuou, eu abri meus olhos para ver a Alysson e nosso quarto novamente. Fiquei chocado ao descobrir que ela havia experenciado a exata mesma dimensão transpessoal ao mesmo tempo, o que verificamos por nossos desenhos descritivos e conversando sobre esse incrível e belo estado.

Essa experiência da infinita teia de espíritos transformou nossa vida e nos deu um objetivo que se tornou o foco da nossa arte e nossa missão.”



De uma molécula a um Sacramento

 Tudo isso ressalta o lado alquímico da produção do LSD. Não se trata apenas de sintetizar uma molécula de forma mecânica e vazia, visando apenas lucro e recompensas materialistas.

 O Alquimista que se propõe com boas intenções, com mente e alma abertas, a produzir o Sacramento Lisérgico, traz muito mais à mente dos usuários do que apenas uma molécula. Por meio de sua obra de arte em forma de cristal, o químico se torna um místico, e transmuta o caos em ordem por meio da lisergia na mente e no coração daqueles que consagram sua obra.

 E depois de um trabalho tão dedicado e sincero como este, o receptáculo de sua obra não poderia ser nada menos que as artes mais profundas e tocantes, que relembram todos os insights que tornaram o sacramento possível e que também transmitem, mesmo que apenas pelo olhar, parte do que será vivenciado.

 A escolha do nome para o produto, o papel escolhido, a arte e todos os fatores que acompanham o sacramento são de profunda e indispensável importância.

 E tudo isso afeta quem coloca o papel na boca. Portanto, LSD nem sempre é LSD, deve haver boas intenções, cuidado, atenção aos detalhes, carinho na confecção de cada aspecto do sacramento; caso contrário, ele se torna apenas uma "droga" no sentido mais vulgar e vazio da palavra.

Intenção e força do pensamento como direcionadores da experiência

O efeito placebo é normalmente associado a condições onde ocorre uma sugestão do efeito de um medicamento ou terapia, por exemplo, mas sem haver nenhum objetivo e calculável.

 Mas o que acontece quando uma molécula como o LSD, conhecida por ser uma espécie de amplificador não específico, atua com o Efeito Placebo?

 Na experiência lisérgica, o efeito placebo age como um modulador do que é visto e sentido.

Algo que normalmente é desconsiderado como um fator significativo no progresso de uma experiência, como a arte impressa no papel, o nome dado ao produto, fama e relatos conhecidos, todos esses fatores quando juntos podem ser expandidos pelo Efeito Placebo.

E para deixar meu ponto mais claro, vamos supor que você tenha dois blotters; um tem arte do Ricky e Morty de forma caricata, com olhos enormes e pupilas dilatadas; e a outra tem uma arte baseada na Geometria Sagrada, feita por um artista inspirado com boas intenções para aqueles que tomam LSD.

 Isso não quer dizer que quem pegar o blotter de Ricky e Morty terá uma viagem suja ou uma experiência ruim, mas é fato que quando um psiconauta compra um blotter com uma bela arte que faz referência a ensinamentos herméticos ou ancestrais, há uma tendência muito maior de que isso seja uma experiência aprofundada na psique e alma humanas; enquanto o blotter do Ricky e Morty tende a ser, no máximo, uma experiência recreativa mas sem muito significado ou mensagem para o usuário.

 Em qualquer outro contexto, alguém poderia dizer "É só o Efeito Placebo", mas no caso do LSD é possível usar sua capacidade como um amplificador não específico para que o produto, junto com as expectativas do usuário, gere o que poderíamos chamar de "o sabor" da experiência.


Bootter Art, Cristal e Laboratório

 Quando se trata de criar e dar vida ao LSD que foi sintetizado, surge aos produtores uma missão muito importante, qual nome deve levar o produto?; qual arte escolher para direcionar a experiência?; e qual nome dar a sua variedade e qualidade de LSD, algo que é denominado como cristal.

 Alguns produtores de LSD tem uma missão muito clara e determinada para com a produção de LSD; algo que fica explícito na escolha da arte que vai para os papéis e também nos ideais e valores transmutidos pelos laboratórios.

 Nomes como Medicinas Sagradas; Hermeticum; Flor da Vida; Let Your Light Shine e muitos outros compõe o imaginário de quem toma o Sacramento. 

 Um dos principais laboratórios do Brasil, o Hermeticum diz em um texto:



Arte dos Blotters

MEET IN THE MIDDLE



Já no caso dos LSDs do Illuminate, temos o papel chamado de "Meet In the Middle", que traz uma arte muito colorida e viva, além de apresentar diversos símbolos de mitologias e do inconsciente humano; como o caduceu, o sol e a lua e suas polaridades; etc.


FLOR DA VIDA


 Já no caso de um dos principais LSDs do Lab Medicinas Sagradas, temos o Flor da Vida. Esse papel tem por título um dos principais símbolos e conceitos da Geometria Sagrada, remetendo aos proncípios criadores e de harmonia do universo.

MERKABAH


Já no Caso do Papel Merkabah temos referência a uma das tradições judaicas que retrata o Trono de Deus que leva através de diversos planos celestiais. 

Merkahbah

Essence of the Soul



Da linha Pure Mind temos um papel que carrega uma sinfonia visual de belezas geométrica, além do título inspirador "Essência da Alma".


O Cristal


 Existem diversas rotas pra sintese do LSD; diversos materiais pra iniciar o produto; diversos níveis de purificação do produto final; e tudo isso pode causar uma enorme variação da experiência de quem o consome.

 Essa variação da qualidade e refinamneto do produto é chamada de cristal pelos Laboratórios, cada um batizando seu produto com aquilo que sentem que a experiência transmite.

 O Lab Gamma Goblin tem um de seus principais cristais chamado por "Aztec" que faz referência ao uso de diversos psicodélico pela cultura asteca, mas principalmente ao uso de sementes que continham LSA, um precursor natural do LSD.

O Lab Hermeticum tem o "NeedlePoint" como seu cristal; o que inspiria precisão, pureza e assertividade durante a experiência.

O Lab Illuminate tem seu cristal batizado como "Super Fluff California", que sugere uma viagem bem suave e gentil.

O papel Merkabah tem o cristal batizado de Yantra, que por sua vez faz referência a uma representação simbólica geométrica de propriades interdimensionais místicas.


 The Dark Side of the Moon e Enthymesis

 De todas as obras musicais inspiradas e dedicadas ao LSD, duas em especial são capazes de conduzir uma experiência lisérgica de forma muito especial.

 São duas obras que até mesmo sóbrio nos levam por uma viagem através da consciência e da existência humana; elas nos fazem refleitr sobre tudo que já foi vivido, sobre tudo que virá a ser visto e sentido; através delas nos dissolvemos em lisergia e ficamos diante do puro Ser, sem forma nem vontade; através da condução sonora destas, uma viagem se faz uma reconstrução do ser.


Pink Floyd - The Dark Side of the Moon

 The Dark Side of the Moon é um dos álbuns mais conhecidos da história; é a obra do Pink Floyd que deixa qualquer um que a ouça vislumbrado diante de uma sinfonia de esplendor, sabedoria, amor, paz e todo o espectro de emoções humanas. 

 Desde a arte da capa já vemos o prisma que torna pura luz em um arco-íris cheio de vida; assim como acontece com quem passa por uma experiência lisérgica. Através do prisma da lisergia nos transformamos em cor e vida, manifestando a obra divina em todas suas cores e formas.

 Há trechos que podem ser interpretados quase que como referências diretas à experiência com LSD; como:


"O lunático está na minha cabeça

Você levanta a lâmina, você faz a mudança

Você me reorganiza até que eu esteja são

Você tranca a porta e joga a chave fora

Há alguém na minha cabeça, mas não sou eu

E se a nuvem estourar, trovão no seu ouvido

Você grita e ninguém parece ouvir

E se a banda em que você está começar a tocar em tons diferentes

Eu te vejo no lado escuro da Lua"


Entheogenic - Enthymesis 


 Entheogenic é um projeto musical que faz parte da música psicodélica comtemporânea, que se utiliza de sintetizadores e diversos efeitos que exploram a música de forma multidimensional, permitindo quem escuta sentir de forma sinestésica essa viagem.

 O álbum tem diversas referência à obra do Pink Floyd, desde a capa à melodias. De uma forma única Enthymesis é quase que uma segunda versão do The Dark Side of the Moon, mas dessa vez ligada a uma cultura já desenvolvida de psicodélicos, e principalmente do LSD; enquanto que o Pink Floyd ainda vivia os primeiros momentos do LSD na sociedade e toda a revolução artística causada por ele.

 O álbum tem em algumas faixas o que se chama de glossolália, uma forma de falar que transmite significado mas sem se basear em nenhum idioma específico. Quando sob efeito da lisergia e ouvindo estas palavras simbólicas, é como ouvir a própria essência do universo se comunicando. 

 Algo que se vê também na "Secret Writing", uma série de trabalhos da artistia Alysson Grey que mostra um alfabeto visto durante suas experiência com LSD.



A Alquimia Lisérgica

 De Hofmann a Owsley, de Owsley a Nick Sand e Tim Scully, passando por Leonard Pickard e também nomes mais recentes como Casey Hardison e hoje nosso muito amado Tribe Seuss, todos aqueles que se colocam completamente em co-compromisso com a criação do sacramento o fazem não como um ofício, mas sim como um artista, um mestre, um xamã moderno, como um Alquimista Lisérgico, é uma missão para trazer a humanidade de volta à sua real essência, seres de luz e amor.

 Os Alquimistas Lisérgicos carregam de geração em geração as lágrimas choradas pelos anjos diante da Guerra e da maldade humana; concedidas pela intuição de St. Hofmann, não é o que se chamava de "acidente", mas na verdade é uma ordem divina. A medicina concedida à humanidade para ajudar as doenças modernas e nos guiar por um suave desvelamento da ilusão da separatividade, libertando-nos dos laços do Ego e da tristeza da matéria.

 Por meio da Alquimia Lisérgica o Ego é dissolvido, barreiras são quebradas, medos são perdidos, vícios são desfeitos, feridas são curadas. E quando o efeito passa, apenas coagulamos a essência do que há de mais puro em cada um de nós, somos uma gota do mar infinito de luz e amor; somos poderosos além da medida.

 Não é apenas uma droga para diversão, é uma missão, que visa o bem-estar e a paz mundial.

Pouco a pouco, mente por mente, cada ato é indispensavelmente importante.

Nunca subestime o poder do Sacramento Lisérgico, ele nos ilumina e nos guia. E por isso deve ser respeitado tanto por quem o produz quanto por quem o toma.

Desejo a você paz, amor e Lisergia.


 - Dissolve teu Ego no Ácido Lisérgico e coagula somente o que for bom. 



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